quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PERFIL DA COMUNIDADE DE ENTORNO




Itagi é uma cidade pequena com uma média de 14 mil habitantes, com um povo acolhedor, belas paisagens naturais e lindas cachoeiras. Por muitos anos, Itagi foi conhecida como a “cidade do cacau”, com o aparecimento da vassoura de bruxa esta realidade mudou, e hoje os moradores desta comunidade sobrevivem da agricultura de subsistência, da pecuária, do comércio informal, de empregos municipais e estaduais, alguns são diaristas e outros desempregados. Atualmente a maior parte da população reside na zona urbana distribuída em bairros centrais e bairros que se originaram em consequência do êxodo rural.
Nos últimos anos percebe-se um maior interesse da comunidade em ampliar o nível de escolaridade e aperfeiçoamento profissional. Também se percebe um maior investimento dos órgãos públicos em projetos como o TOPA, EJA, cursos do SEBRAE, entre outros. Além disso, é cada vez maior o número de pessoas que se desloca diariamente para frequentar universidades e cursos profissionalizantes em cidades circunvizinhas.
O município possui um ginásio de esportes que, por meio de associações, permite aos jovens praticarem diferentes modalidades de esporte. Possui também Infocentro e Ponto de Cultura que contribuem para o conhecimento de todos os interessados. A escola busca interagir com projetos propostos por essas instituições e pelas diferentes secretarias municipais: Saúde, Educação, Agricultura, entre outras.
 A comunidade externa ainda se encontra muito afastada das atividades escolares. Por falta de conscientização os pais se distanciam dos órgãos representativos da escola, embora seja parte integrante do colegiado escolar. Em sua maioria, as famílias matriculam seus filhos e esquecem o seu compromisso, passando total responsabilidade para a escola. Os pais ou responsáveis comparecem à escola no dia de efetuar a matrícula e só retornam ao término do ano letivo para receber o boletim final, não se preocupando em vir às reuniões ou comparecer a unidade escolar para obter informações sobre o andamento de seu filho no processo ensino aprendizagem.
A ausência da família no cotidiano escolar é uma cultura difícil de combater, pois está arraigada não só nesta comunidade, mas, em quase toda a sociedade brasileira. A instituição não possui “amigos da escola”, sendo muito difícil conseguir ajuda de pais ou de outras pessoas da comunidade para desenvolver trabalhos voluntários na realização de atividades que venham beneficiar a escola e o aprendizado dos educandos.  Acredita-se que essa ausência  ocorra em função da comunidade ainda não possuir uma maior conscientização da importância da parceria comunidade/escola.
Nesse contexto, a escola canaliza esforços no sentido de aproximar-se da comunidade e mostrar a importância desta parceria nas decisões que favorecem os fundamentos da cidadania para a construção da escola eficaz. Sempre que possível cria-se mecanismos para que a comunidade tenha a oportunidade de se integrar, participando do processo de desenvolvimento da unidade escolar. É certo que ainda existe um longo caminho a percorrer em busca da concretização de uma comunidade consciente, dedicada e disposta a contribuir com o desenvolvimento das instituições de ensino.

PERFIL DOS ESTUDANTES


O corpo discente da unidade escolar é composto por alunos a partir dos 14 anos de idade. No diurno, a maioria dos estudantes é constituída por adolescentes sustentados pelos pais. São jovens ativos e cheios de energia que precisam de orientações para que possam canalizar esta energia de forma positiva. Os discentes do turno noturno apresentam um perfil bem diferenciado. Uns são pais e mães de família, outros são jovens que desde cedo trabalham para sobreviver e precisam de um olhar especial dos professores diante do processo ensino-aprendizagem, garantindo assim a permanência dos mesmos na escola.
A Unidade Escolar atende a uma variada clientela de classe social média e baixa, oriunda de diferentes bairros da cidade e também da zona rural. Existem alunos que vem de famílias em que os pais são separados, convivendo apenas com avós, tios ou responsáveis. Boa parte das famílias é constituída de pessoas humildes, com baixo nível de escolaridade e dificuldades financeiras, vítimas da crise socioeconômica.
Muitos desses estudantes demonstram não possuir nenhuma perspectiva de vida, transferem suas responsabilidades para os professores e principalmente para o governo, mostrando-se pouco dispostos a contribuir com a escola, desconhecendo a sua importância enquanto cidadãos na construção de uma sociedade democrática e enquanto agente construtor de sua própria história.
De forma geral é perceptível que os educandos não possuem o hábito de ler, o que consequentemente gera deficiências de leitura e interpretação e interfere na aprendizagem das disciplinas. No entanto, esses alunos demonstram ter muita criatividade diante das atividades ou projetos desenvolvidos na escola, apesar de alguns se deixarem levar pela preguiça, desmotivando-se diante das atividades propostas.
Os educandos, em sua maioria, não apresentam maiores problemas relacionados á indisciplina, não possuem histórico de violência escolar e demonstram respeito para com os professores, funcionários e colegas. 

ESTRUTURA FÍSICA DA ESCOLA



 O Colégio Estadual Luís Eduardo Magalhães possui uma área de 6.027,75 m2, sendo área construída 2680m2. Esse estabelecimento possui: 9 salas de aula, 1 sala para TV e vídeo, 1 biblioteca ,1 sala de informática, 14 sanitários: 10 para alunos(sendo dois para deficientes), 2 para professores,2 para funcionários; 1 cantina, 1 área coberta, 4 depósitos, 1 almoxarifado, 1 depósito para materiais esportivos, 1 sala para recursos didáticos , 1 sala para professores , 1 diretoria, 1 sala de coordenação pedagógica, 1 secretaria , 1 sala de laboratório, 1 sala de eventos, 1 quadra poliesportiva , 1 guarita.
A unidade escolar foi construída com rampas para cadeirantes, porém, não dão acesso aos pavilhões da diretoria e das salas de aula. A estrutura física da escola contribui para que algumas atividades pedagógicas não ocorram de forma adequada, dentre eles podemos citar a grande quantidade de escadas, que dificulta o transporte de recursos (como por exemplo, o laboratório móvel), há também uma grande distância das salas de aula para os banheiros e bebedouros, o que serve de desculpas para o aluno se ausentar mais tempo das aulas.
Apesar de o colégio possuir uma ampla área externa e interna para o desenvolvimento de atividades escolares, enfrenta dificuldades devido à falta de um muro de proteção.  A quadra poli esportiva encontra-se totalmente danificada pela ação de vândalos que a invadem constantemente. 

CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA



Colégio Estadual Luís Eduardo Magalhães – CELEM - 78015          
Endereço: Rua Heloísa Cintra nº 4                                             
Bairro: Jardim de Alá                                                        
Cidade: Itagi – Bahia                         
CEP: 45.230-000          
Tel.: (73) 3539 – 2186                       
E-mail: 
celemit@hotmail.com                                                                          
 Criado pela Portaria nº 1254, processo nº 0009143-8/2005, publicado no Diário Oficial de 13 de fevereiro de 2003, a entidade mantenedora é o Governo Estadual. Autorizado a funcionar com o Ensino Médio a partir de 2006, pela Portaria nº 004/2006 – 13 de 16 de março de 2006, publicado no Diário Oficial de 18 e 19 de março de 2006.
Desde sua inauguração oferece o Ensino Médio com duração de três anos, o qual se constitui etapa final da educação básica, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº. 9.394 de 20 de dezembro de 1996. É uma instituição de médio porte com três turnos de funcionamento, e por ser a única unidade escolar pública de ensino médio do município recebe estudantes de diversos bairros, tendo assim uma variada clientela com 660 alunos matriculados neste ano de 2010.
O Colégio foi inaugurado e entregue a comunidade no dia 22 do mês de abril do ano de 2003. No início, muitas foram as dificuldades encontradas, como por exemplo, carência de recursos humanos e financeiros, localização em área de difícil acesso por se tratar de um bairro “novo”, com ruas sem calcamento, iluminação precária e existência de poucas residências, o que possibilitava um maior isolamento da instituição e, conseqüentemente, deixando-o  mais vulnerável à marginalidade.
O colégio encontra-se localizado em uma ampla área verde e apresenta uma boa estrutura física constituída por três pavilhões e uma quadra poliesportiva, no entanto, a ausência de um muro de proteção desde a sua construção tem favorecido a ação de vândalos que no decorrer dos anos vem depredando este patrimônio. Atualmente os problemas decorrentes da falta de muro vem gradualmente se agravando, tendo como consequência pequenos furtos, destruição da quadra poli esportiva, danificação do telhado, entre outros.